sábado, 23 de julho de 2016

Aguião Vinhão 2015



 
 Vinho feito de Vinhão (Sousão, no Douro), vem de Arcos de Valdevez e é lançado muito cedo no mercado, para acompanhar a bela da Lampreia.
Claro que a acidez marcante do vinho casa muito bem com a bicha, mas no verão, a acompanhar cenas na grelha e outros pratos, vai muito bem.

 
Cheio de notas de fruta, final algo vegetal e "aquilo de pintar a malga", caracterizam este vinho do Dr. Simão Pedro de Aguiã, um clássico que anda ali entre os vinhos que precisam de um kompensan e os outros que aparecem mais elegantes. Gosto muito e o vinho brilhou a acompanhar um bife de Angus no ponto, com batatas a murro e uma salada. Custa cerca de cinco euros e merece prova!

 

sexta-feira, 22 de julho de 2016

Azeite Oliveira Ramos Premium



 
Este azeite virgem extra é produzido por João Portugal Ramos em Estremoz a partir de oliveiras das variedades Cobrançosa, Picual e Galega provenientes de solos Xistosos em avançado estado de metamorfização. As azeitonas são colhidas manualmente quando apresentam o grau de maturação adequado e são rapidamente levadas para o lagar, permitindo a extração dos azeites a partir de frutos frescos, sãos e íntegros. A extração é feita a frio através de centrifugação em duas fases com controlo de temperatura e o azeite é depois conservado em depósitos de inox com controlo de temperatura e sem contacto com oxigénio, até ao engarrafamento, preservando todas as suas características organolépticas. (adaptado da ficha técnica).
 
Gosto muito deste azeite, nada madurão, com notas de erva acabada de cortar, casca de banana e maçã verde. Termina longo, com notas de frutos secos. Fresco e ligeiramente picante, deve ser consumido em cru. Tem um PVP recomendado de € 8,99, que me parece correto face à qualidade do azeite.
 
Na press release que acompanhava a garrafa vinha uma proposta de um bacalhau Vila Santa que um dia irei seguramente experimentar, mas com outro azeite, já que a receita mete um refogado.
 
Preferi usar o azeite para temperar uma salada, juntamente com o vinagre do mesmo produtor e que é para mim um excelente vinagre para temperar pratos leves.
 

 
(azeite enviado pelo produtor)
 

Quinta dos Carvalhais Colheita Branco 2015




 
Este novo vinho da Quinta dos Carvalhais feito pela Beatriz Cabral de Almeida a partir de Encruzado (80%) e Verdelho (20%) é um branco do Dão muito bem feito, equilibrado, pronto a agradar a qualquer pessoa que goste de um bom vinho branco. Custa pouco mais de seis euros e vale a pena apreciar a sua elegância e frescura a acompanhar pratos de verão (seja lá o que isso for) e já agora, guardar umas garrafas para ir bebendo.

 
Gostei muito do vinho a acompanhar umas sardinhas em tomate, com batatas cozidas com pele, ovo e uma salada de alface e tomate, com umas azeitonas pretas a compor o ramalhete.
 
(vinho enviado pelo produtor)
 

sábado, 2 de julho de 2016

Quinta dos Carvalhais Colheita Tinto 2012



 
A Quinta dos Carvalhais, propriedade do Grupo Sogrape, é uma das mais emblemáticas quintas do Dão. Durante mais de vinte anos, Manuel Vieira foi o responsável pelos vinhos. Atualmente, essa tarefa está nas mãos da Beatriz Cabral de Almeida. Mais sobre Manuel Vieira, um grande Enólogo, pode ser visto aqui. Este colheita tinto de 2012 apresenta-se ainda muito jovem, mas tem tudo o que se espera de um vinho do Dão: frescura, elegância e capacidade de melhorar se guardado uns anos, características que se complementam com a boa aptidão gastronómica. Custa cerca de seis euros na Garrafeira Nacional e é uma escolha imperdível ao preço.

 
Acompanhei o vinho com um bife da vazia de Angus, grelhado e finalizado com um molho que levou vinho, alhos e louro, umas batatas assadas com pele (ditas a murro, com azeite e alho) e uns grelos salteados. Ligaram muito bem.
 
 
(vinho enviado pelo produtor)
 

terça-feira, 21 de junho de 2016

Papa Figos Branco 2015 e Bife de Atum




"Há um novo branco no Douro". É assim que a Casa Ferreirinha apresenta este Papa Figos 2015. "Elegante, clássico e simultaneamente moderno, é um vinho que representa não só o potencial da região, como a diversidade e a dinâmica de uma marca que se reinventa a cada vindima", como refere o Enólogo Luís Sottomayor. Feito no Douro Superior, é muito porreiro e com um PVP recomendado de € 6,49, merece prova atenta a acompanhar comida.

 
 
O vinho esteve muito bem com uns bifes de atum, com salada, batatas a murro e umas azeitonas. É fresco, nada chato, uma boa escolha para este verão. E daqui a um ano ou dois é capaz de estar ainda melhor. Gostei muito...
 
 
(vinho enviado pelo produtor)
 
 

terça-feira, 14 de junho de 2016

Vinhos num Almoço, apenas...

Quem sabe destas coisas de comida e vinhos e faz vida disso, sabe que as "harmonizações" (ou mariadagens, como gosto de dizer) entre a comida e o vinho são fundamentais para o sucesso de uma refeição ou de um restaurante (com ou sem estrelas dos pneus). Num modo caseiro, pode-se preparar qualquer coisa para comer e para ir acompanhando uns vinhos...
 
Neste almoço, comeu-se uma açorda de bacalhau e espargos selvagens, parecida com esta e depois um naco de cachaço de porco no forno.
 
 
A açorda...

 
Os vinhos não seguiram nenhum alinhamento traçado previamente, foram-se abrindo e provando:
 
  • Espumante Caves da Montanha Prestige Bruto; porreiro para welcome drink, simples, bem feito e barato (custa menos de cinco euros no Pingo Doce);
  • Quinta de Camarate branco 1999, da José Maria da Fonseca. Deixei nota de prova de um tinto aqui e devo dizer que este branco com quase dezasseis anos ainda está em muito boa forma;
  • Pequenos Rebentos Alvarinho e Trajadura Escolha 2014 é um vinho feito pelo Márcio Lopes, está muito novo ainda, mas bebe-se muito bem. Muito bom, é um vinho que vou provando há anos e nunca desilude (outra nota aqui);
  • Encostas do Enxoé 2008. Já tinha deixado nota de prova aqui e está aí para as curvas. Belo vinho, feito com o improvável Roupeiro (Síria, na Beira Interior, como este, feito pelo João Tavares de Pina);
  • Casa de Saima branco 1995. Um "monstro" da Bairrada com vinte anos e muita vida pela frente;
  • Messias Dão 1983 foi o vinho de passagem para os tintos. Alguma evolução inicial, melhorou muito no decanter (e os vinhos antigos podem "morrer" ou "renascer" quando saltam,  da garrafa). Notável para um vinho com quase a idade que cristo tinha quando "ressuscitou";
  • Torre de Tavares Jaen 2008. Normalmente esta casta surge em lote no Dão, mas o João Tavares de Pina vinificou-a a solo e fez um vinhão. Quase oito anos após a colheita, está excelente. Para babar, beber ou guardar mais uns anos;
  • Quinta do Ribeirinho 1ª Escolha 1996 foi feito com Baga e Touriga Nacional pelo Eng. Luís Pato e apresenta uma evolução notável. Outro "monstro" da Bairrada;
  • Quinta das Bágeiras Grande Reserva Espumante Bruto Natural 2011. Num ano de grandes vinhos, o Mário Sérgio Alves Nuno, "reservou" este, lançando 7.288 garrafas de um espumante de sonho. Curiosamente, tinha provado este vinho há dois anos (na altura, Super Reserva) no dia em que o Mário recebeu uma comenda e de que dei nota aqui;
  • Barbeito 1996. Um vinho da ilha da Madeira, feito de Tinta Negra e proveniente de uma só pipa. Em Abril de 2013 foi engarrafado (1.074 garrafas de meio litro). Um vinho de classe mundial...
 
 
 

segunda-feira, 30 de maio de 2016

Arroz de Espargos e Chouriço de Cebola | Pequenos Rebentos Escolha 2015 Alvarinho e Trajadura e Quinta do Cerrado Encruzado 2008




 
Um arrozinho (carolino), caldoso, com espargos frescos, pimento vermelho e chouriço de cebola foi o mote para provar o mais recente vinho do Márcio Lopes, feito com Alvarinho e Trajadura (e que ainda não está no mercado).
 
Muito bem faz o Márcio em não lançar os vinhos muito cedo...
 
O vinho precisa ainda de algum tempo em garrafa, mas está muito porreiro. Fresco, com acidez no ponto (apenas precisa de equilibrar as notas de fruta com as vegetais e teremos outro belo PR A&T by Marcio Lopes). Esteve muito bem a acompanhar o prato.
 
Depois deste, rumo ao Dão e a um Encruzado de 2008. Alguma evolução, mas ainda mantém boa acidez e frescura. Depois da pujança do Pequenos Rebentos, soube bem, sereno e ainda com vontade de acompanhar o prato e depois um queijinho de ovelha.
 
 
Como tinha referido no post anterior, Minho e Dão dão grandes vinhos...
 

sexta-feira, 27 de maio de 2016

3 Brancos do Douro




 
  • Maritávora 2014, feito pelo Jorge Serôdio Borges, elegante, fresco, porreiro para beber ou guardar...
  • Quinta da Covada 2011, feito pelo João Pinto, passou por uma fase "parva" e agora está um vinhão. Quem me dera ter mais...
  • Ensaios Soltos Viosinho 2011, do Márcio Lopes. Sempre muito composto, agradável e com garra.
 
3 perfis, 3 brilhantes Enólogos e 3 vinhos que não se encontram em qualquer lado, mas que merecem prova atenta.
 
Para mim, brancos de luxo fazem-se no Minho, no Dão, na Bairrada e em Bucelas, mas estes 3 Durienses são muito bons.
 

sexta-feira, 20 de maio de 2016

Caras de Bacalhau | Quinta dos Roques Branco 2014



 
Uma boa cara de Bacalhau, com muito e bom azeite, alho e mix de legumes é para mim uma perdição.
 
E para acompanhar, um vinho branco do Dão, feito pelo Luís Lourenço. Encruzado, Malvasia, Bical e Cerceal, é bom, barato, tem uma frescura que espanta e é do melhor que conheço para acompanhar este prato. Ou um bacalhau no forno ou um cozido. Daqui a dez ou vinte anos ainda estará vivo. Grande vinho...

 

quinta-feira, 19 de maio de 2016

Meandro 2013 | Costeletas de Borrego





 
 
É o vinho "de entrada" da Quinta do Vale Meão, de Francisco Olazabal e um dos melhores vinhos do Douro Superior, ao preço. Curiosamente, custa quase onze euros na Garrafeira Nacional e mais um eurito na moderna distribuição, o que vem apenas confirmar o que já disse algumas vezes, que há muitos vinhos a preços mais cordatos em garrafeiras...
Nesta edição, teve 92 pontos Parker, o que o torna um "campeão" na relação qualidade/preço. Não tem a complexidade do Quinta do Vale Meão, mas uma caixa deste Meandro (seis garrafas) custa pouco mais do que uma garrafa do QVM. Roxinho, austero e com alguma secura, tem 14,5º de álcool e apenas precisa de ser ligeiramente refrescado (servir a 16º C), servido em bons copos e a acompanhar boa comida, ele brilha. Além disso, bebe-se muito bem assim, em novo, previamente decantado ou a deixar "abrir" no copo, mas é capaz de ganhar algo com uns anos em cima. Compre-se uma caixa e guarde-se; ao fim de meia dúzia de anos poderá ser uma bela surpresa.

 
Ligou muito bem com umas costeletas de borrego marinadas umas horas em vinha de alhos e depois grelhadas e servidas com o molho da marinada, umas batatas a murro e uns grelos de couve salteados.